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Seja bem vindo ao nosso espaço Momento Livre, aqui iremos deixar comentários sobre música, literatura, cinema,
arte como um todo, curiosidades sobre algumas composições, reflexões, enfim, queremos dividir com os amigos, admiradores e visitantes nossas impressões pessoais. Assim ficaremos mais perto de cada um de vocês.
Ceumar e Dante Ozetti – um achado
Como chegam para nós as boas-novas musicais? Bem, o veículo de comunicação mais comum para esse fim é o rádio, mas nem sempre ocorre dessa maneira. As rádios insistem em tocar o mais do mesmo, nada contra os clássicos, mas o que tem de coisa nova, bonita, que as rádios não se dão o trabalho de ouvir...
Mas, não me pus a escrever para criticar as rádios, deixemos isso para um outro capítulo. Afinal outra forma de se conhecer um novo som é termos amigos ou conhecidos com quem trocamos as experiências de vida e também as descobertas musicais. Foi dessa maneira que conheci o trabalho de Ceumar e Dante Ozzetti.
É fato, que tomei conhecimento dessa dupla maravilhosa, anteriormente, no Festival da Cultura, quando eles concorreram com a canção “Achou”, mas os jurados não acharam que deveriam ganhar e eles “só” ganharam o calor e as ovações do público que se apaixonou pela música. Será que eles queriam coisa melhor?
Pelo que percebi a canção foi o ponto de partida para o que veio a se desenrolar: o lançamento de um disco de canções inéditas de Dante Ozzetti, com vários parceiros, interpretadas pela cantora Ceumar. Este disco que cito, me veio às mãos emprestado por uma grande amiga e na primeira audição me tragou por completo. Fiquei encantada com a sofisticação e inovação dos arranjos, a poesia, a variedade rítmica, o bom gosto melódico e a preciosa interpretação de Ceumar: absolutamente impecável, verdadeira, visceral e ao mesmo tempo doce, leve, sublime.
Este encantamento não parou por aí, domingo passado fui assistir o show deste disco; saí de lá de queixo caído, que momento de profunda sintonia artística das canções, com a luz, com os músicos, com a intérprete e finalmente com a platéia, que saiu de lá com coceira nas mãos de tantos aplausos.
Bravo Dante Ozzetti! Bravo Ceumar! Bravo músicos talentosíssimos! Essa interjeição pode tanto intensificar a minha admiração pelo que vocês me proporcionaram, como também tornar-se um brado para que vocês permaneçam lutando corajosamente pela criatividade, a sensibilidade e a fecundidade da nossa amada canção brasileira.
31/01/2008
Carol Andrade
Sou 70% água
Sou um recipiente
Sou oceano
Ora calmo
Paro para ouvir
A maré do coração
Ora maré cheia
Inundo a mente
E quebro na praia da minha boca
Onde solto palavras como espuma
Num fluxo incontrolável
E o refluxo feito pelos ouvidos
Trazem o resultado de minhas rebentações
Meus olhos amanhecem e anoitecem
São Sol e Lua
Dia e noite
Desse meu oceano
Que mesmo separado por continentes e ilhas
Faz parte da mesma nascente
Sou 70% água
Sou oceano
22/01/2008
Alex Maia
18/06/2007 - Ser um músico brasileiro!
De vez em quando me questiono o que é ser um músico brasileiro, fazer música num país onde a arte musical é riquíssima, de onde brotam os melhores compositores do mundo, terra do samba, onde a cultura genuína é farta, mas em contraponto a invasão cultural estrangeira também.
Pensando bem, nacionalismos à parte, acho que ser músico brasileiro talvez seja ser músico em qualquer parte do mundo, é estar imerso nesse universo de sons, melodias, harmonias, timbres, intervalos, poesias cantadas; é mergulhar fundo num mar que muitos só fazem surfar.
Não é fácil, mas é maravilhoso, poder segurar firme este bastão, deixado por nossos mestres, e seguir adiante, desviando dos modismos, das tendências do mercado, das ilusões.
Destaco um trabalho que me causou muita emoção e que é a prova de tudo isso, o novo disco da cantora Mônica Salmaso com o grupo Pau-Brasil: uma produção primorosa, trazendo a obra do grande Chico Buarque, segundo a leitura deles. Um repertório muito bem selecionado, sem intenção de agradar ninguém, ou função didática de songbook. O CD está fantástico, e o show é o cd mais a figura carismática da Mônica e a energia e sintonia do Pau-Brasil. Vale a pena conferir, se deleitar, saborear esta boa nova!
Certamente essa é uma das tantas produções de ótima qualidade, bom gosto e apuro musical que podem estar surgindo nessa época. Arrisco em colocar-me nesse grupo de aventureiros, exploradores de sons e posso dizer que é muito bom ser músico brasileiro!
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